CASO  JOÃO  VALÉRIO  DA  SILVA

Botucatu  -  SP  -  29.11.1982

 

 

Por  Claudeir Covo  e  Paola Lucherini Covo

 

OBS.: Este caso foi inicialmente pesquisado pelo médico e Ufólogo Dr. Luciano Stancka e Silva. O Dr. Stancka ainda realizou seções de hipnose na testemunha, conseguindo mais informações. Em 89, o engenheiro e Ufólogo Claudeir Covo também esteve em Botucatu, situado aproximadamente 240 Km da Capital, oportunidade em que tomou o depoimento da testemunha e analisou o caso. O texto abai- xo foi retirado dos arquivos do INFA, em fita de vídeo, com o depoi- mento do próprio João Valério da Silva. Transcrito por Paola Lucherini Covo e adaptado por Claudeir Covo. 

João Valério da Silva, um brasileiro residente em Botucatu, na época com 44 anos de idade, casado, pai de três filhos, dois meninos e uma menina, trabalhava como porteiro em um Hospital da cidade.

João Valério da Silva - 1989
Foto de Claudeir Covo

 Nos dias que antecederam a abdução, João Valério e sua família ouviram estranhos ruídos pela casa, inclusive o acendimento espontâneo das bocas do fogão e do forno. Depois que o João Valério foi abduzido, esses fenômenos nunca mais aconteceram. 

 

João Valério da Silva e sua família - 1982 João Valério da Silva e sua família - 1989
Foto de Luciano Stancka e Silva Foto de Claudeir Covo

 

Era 29.11.1982. Por volta das 02:00 horas da madrugada, João Valério acordou com fortes dores no estômago. Tratou de tomar um remédio. Saiu no quintal para apanhar um pouco de água na torneira do tanque. De repente ele ouviu um ruído que lembrava o motor de um Volkswagen em baixa rotação. Ao olhar para trás, recebeu uma forte emissão de uma luz branca, que o cegou por alguns instantes. Logo depois foi coberto por um facho de luz, que João Valério descreve que parecia um tipo de elevador. No interior desse cone de luz tinha um ser que vestia uma roupa única da cabeça aos pés, sendo possível ver somente parte do rosto. Foi sugado por essa luz, para cima, indo parar dentro de um objeto. João Valério descreve esse ambiente como circular e pequeno. Tinha um outro ser idêntico ao primeiro. Era muito claro, mas não tinha luminárias. Tinha a sensação que a luz emanava das paredes, piso e teto. Não tinha portas e nem janelas. Em todo o redor tinha uma espécie de banco fixado às paredes. Quando os dois seres conversaram entre si, João Valério não entendia absolutamente nada. Era uma linguagem totalmente desconhecida. Logo depois foi obrigado a se sentar no banco. Os dois seres simplesmente sumiram, atravessando a parede como se ali existisse uma porta. João Valério, ali sozinho naquele ambiente estava com medo, nervoso e muito perplexo com tudo que estava acontecendo. Instantes depois, da mesma forma que aqueles  seres desapareceram pela parede, apareceu uma mulher muito semelhante à nossas mulheres. Era morena, de cabelos compridos e completamente nua. Ela se aproximou do João Valério, apanhou uma espécie de aparelho em forma de um "Y" e levantou a mão direita com o objeto na altura do rosto dele. João Valério, assustado e envergonhado, simplesmente desmaiou. 

Em hipnose, realizada pelo Dr. Stancka, contatou-se que a mulher retirou a roupa do João Valério, passou uma espécie de líquido em todo o corpo dele, provavelmente para desinfetá-lo. Em seguida, João Valério foi levado para uma sala bem maior, onde tinha uma espécie de mesa, onde foi colocado deitado e teve relações sexuais com aquela estranha morena. Também descobriu-se que aquele ser que estava na sala, quando João Valério entrou no objeto, atendia pelo nome de Ramã e aparentemente era o líder dos demais. 

 

A árvore com folhas queimadas O tanque que João foi pegar água  Local onde João foi encontrado
Foto de Luciano Stancka e Silva Foto de Luciano Stancka e Silva Foto de Luciano Stancka e Silva

João Valério não sabe dizer quantas horas ficou dentro daquele objeto, mas no máximo foram três horas, pois ele foi encontrado às 05:00 horas, do mesmo dia, pela família. Estava deitado e desacordado no quintal da casa dele, completamente nu, a uns dois metros do tanque, com o corpo todo "molhado" por uma espécie de óleo. Suas roupas, seu relógio e sua corrente estavam ao seu lado, também no chão. Com dificuldades, a família levou João Valério para dentro e lhe deram um bom banho quente, eliminando todo aquele "óleo", perdendo-se assim a possibilidade de um exame em laboratório.

Casa onde João Valério morava

Foto de Luciano Stancka e Silva

 

 Isso é perfeitamente entendível, pois toda a família de João Valério é formada de pessoas simples, sem muita cultura, e nessa altura dos fatos, a esposa não tinha nenhuma noção do que tinha acontecido. Provavelmente, a abdução por um disco voador seria a última coisa que ela pensaria. Naquele instante, a esposa estava preocupada com a saúdo do marido. 

Analisando o local onde o João Valério foi deixado nu, no quintal da casa dele, o Dr. Stancka verificou que próximo tem uma árvore, onde algumas folhas foram queimadas. O Dr. Stancka colheu algumas folhas e encaminhou para a Faculdade de Agronomia de Botucatu, onde constataram que elas foram queimadas por radiação. 

 

João Valério tinha no peito direito umas estranhas marcas. Um amigo dele o aconselhou a ir dar queixa na Delegacia de Polícia, onde foi feita uma ocorrência. Em seguida foi levado ao hospital para exames clínicos, onde foi atendido pelo Dr. Stancka.

No dia seguinte, o Dr. Stancka fez um novo exame clínico em João Valério.Função pulmonar em ordem. Nada de anormal foi acusado nos exames, mas as marcas avermelhadas no peito (eritemas) estavam lá e não foi possível determinar como elas foram feitas. 

Marcas no peito de João Valério Ampliação das marcas
Foto de Luciano Stancka e Silva Foto de Luciano Stancka e Silva

 O Dr. Stancka, que também sempre gostou da Ufologia, durante muito tempo acompanhou a situação psicológica, não só do João Valério, mas de toda a família. Todos ficaram muito perturbados com o acontecido. Nos dias seguintes, João Valério perdeu o apetite e sentia dores por todo o corpo. Teve diversas alterações gastro-intestinais.

 

Em uma das seções de hipnose, João Valério descreveu ao Dr. Stancka que aquela marca no peito seria a marca do planeta deles (SIC). Tempos depois, em uma nova hipnose, João Valério sentiu fortes dores no peito. Após acordar, retirando a camisa, lá estavam novas marcas, mas não eram iguais as primeiras e foram causadas propositadamente pelo João Valério. 

Até nesse ponto, essa ocorrência é aceita pela maioria dos Ufólogos como sendo verdadeira. A partir daqui, o que aconteceu com João Valério foi fruto da mente "fértil" dele, bem pobre, diga-se de passagem, como veremos em seguida. 

Marcas falsas no peito de João Ampliação das marcas
Foto de Luciano Stancka e Silva Foto de Luciano Stancka e Silva

A  SÍNDROME  DO  ABDUZIDO 

João Valério, que sempre teve uma vida simples, após essa experiência, foi palco de atenção de muitas pessoas. Foi assediado pela Imprensa. Seu "ego" foi colocado no alto do "patamar". Sentiu-se a pessoa mais importante deste mundo. Assim, passou a inventar inúmeras mentiras. Passou a dizer que tinha adquirido poderes paranormais. Entortava metais e curava as pessoas. Teve época que as pessoas faziam fila à sua porta para serem curadas por ele. Vire e mexe ele sumia e quando voltava dizia que novamente tinha sido levado pelo disco voador. Aparecia com curiosas pedrinhas de rio, dizendo que trouxe de um estranho planeta que visitou com Ramã. De certa feita, trouxe algumas fotos que tinha realizado no planeta de Ramã. Tais fotos nos foram cedidas pelo Dr. Stancka. Antes de ver tais fotos, por favor, sente-se, para não cair da cadeira. Teve uma época que João Valério trabalhava de balconista em uma farmácia. Pessoas, com dores, vinham de longe para serem examinadas e receitadas pelo João Valério. Nem o Dr. Stancka e nem outros Ufólogos que lá estiveram nunca conseguiram ver nada de anormal, somente mentiras e contradições. 

 

Foto de João Valério da Silva

Foto de João Valério da Silva

Um disco voador e seu tripulante (SIC). Na realidade, um bonequinho fora de foco, tendo atrás um pratinho de alumínio, tipo "Marmitex", com um outro amassado e mais ao fundo uma casta de palmeira, posicionado para aparecer um disco. Um ser de outro planeta, provavelmente o Ramã (SIC). Na realidade, um pequeno boneco, de 10 a 15 cm de altura, bem próximo da câmara, totalmente fora de foco. Observem que tanto nesta como na da esquerda, temos o solo ou grama totalmente fora de foco.
 

 

Foto de João Valério da Silva

Foto de João Valério da Silva

A foto de um disco voador feita por João Valério em uma das viagens que fez (SIC). Na realidade um pratinho de alumínio, tipo "Marmitex", espetado em um graveto, no meio da grama. Em uma das viagens que João Valério fez para outros planetas, ele conseguiu fotografar a paisagem de um deles (SIC). Muita falta de imaginação, infelizmente. Ele poderia ser uma pouco mais imaginativo.

Tirem as suas próprias conclusões.

 

Claudeir Covo é presidente do INFA e co-editor da Revista UFO

Paola Lucherini Covo é diretora do INPU e do INFA

 

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