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CASO JOÃO VALÉRIO DA SILVA Botucatu - SP - 29.11.1982
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Por Claudeir Covo e Paola Lucherini Covo
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Nos dias que antecederam a abdução, João Valério e sua família ouviram estranhos ruídos pela casa, inclusive o acendimento espontâneo das bocas do fogão e do forno. Depois que o João Valério foi abduzido, esses fenômenos nunca mais aconteceram.
Era
29.11.1982. Por volta das 02:00 horas da madrugada, João Valério
acordou com fortes dores no estômago. Tratou de tomar um remédio. Saiu
no quintal para apanhar um pouco de água na torneira do tanque. De
repente ele ouviu um ruído que lembrava o motor de um Volkswagen em
baixa rotação. Ao olhar para trás, recebeu uma forte emissão de uma
luz branca, que o cegou por alguns instantes. Logo depois foi coberto
por um facho de luz, que João Valério descreve que parecia um tipo de
elevador. No interior desse cone de luz tinha um ser que vestia uma
roupa única da cabeça aos pés, sendo possível ver somente parte do
rosto. Foi sugado por essa luz, para cima, indo parar dentro de um
objeto. João Valério descreve esse ambiente como circular e pequeno.
Tinha um outro ser idêntico ao primeiro. Era muito claro, mas não
tinha luminárias. Tinha a sensação que a luz emanava das paredes,
piso e teto. Não tinha portas e nem janelas. Em todo o redor tinha uma
espécie de banco fixado às paredes. Quando os dois seres conversaram
entre si, João Valério não entendia absolutamente nada. Era uma
linguagem totalmente desconhecida. Logo depois foi obrigado a se sentar
no banco. Os dois seres simplesmente sumiram, atravessando a parede como
se ali existisse uma porta. João Valério, ali sozinho naquele ambiente
estava com medo, nervoso e muito perplexo com tudo que estava
acontecendo. Instantes depois, da mesma forma que aqueles
seres desapareceram pela parede, apareceu uma mulher muito
semelhante à nossas mulheres. Era morena, de cabelos compridos e
completamente nua. Ela se aproximou do João Valério, apanhou uma espécie
de aparelho em forma de um "Y" e levantou a mão direita com o
objeto na altura do rosto dele. João Valério, assustado e
envergonhado, simplesmente desmaiou. Em hipnose, realizada pelo Dr. Stancka, contatou-se que a mulher retirou a roupa do João Valério, passou uma espécie de líquido em todo o corpo dele, provavelmente para desinfetá-lo. Em seguida, João Valério foi levado para uma sala bem maior, onde tinha uma espécie de mesa, onde foi colocado deitado e teve relações sexuais com aquela estranha morena. Também descobriu-se que aquele ser que estava na sala, quando João Valério entrou no objeto, atendia pelo nome de Ramã e aparentemente era o líder dos demais.
Isso é
perfeitamente entendível, pois toda a família de João Valério é
formada de pessoas simples, sem muita cultura, e nessa altura dos fatos,
a esposa não tinha nenhuma noção do que tinha acontecido.
Provavelmente, a abdução por um disco voador seria a última coisa que
ela pensaria. Naquele instante, a esposa estava preocupada com a saúdo
do marido. Analisando o local onde o João Valério foi deixado nu, no quintal da casa dele, o Dr. Stancka verificou que próximo tem uma árvore, onde algumas folhas foram queimadas. O Dr. Stancka colheu algumas folhas e encaminhou para a Faculdade de Agronomia de Botucatu, onde constataram que elas foram queimadas por radiação.
O Dr. Stancka, que também sempre gostou da Ufologia, durante muito tempo acompanhou a situação psicológica, não só do João Valério, mas de toda a família. Todos ficaram muito perturbados com o acontecido. Nos dias seguintes, João Valério perdeu o apetite e sentia dores por todo o corpo. Teve diversas alterações gastro-intestinais.
A
SÍNDROME DO
ABDUZIDO João Valério, que sempre teve uma vida simples, após essa experiência, foi palco de atenção de muitas pessoas. Foi assediado pela Imprensa. Seu "ego" foi colocado no alto do "patamar". Sentiu-se a pessoa mais importante deste mundo. Assim, passou a inventar inúmeras mentiras. Passou a dizer que tinha adquirido poderes paranormais. Entortava metais e curava as pessoas. Teve época que as pessoas faziam fila à sua porta para serem curadas por ele. Vire e mexe ele sumia e quando voltava dizia que novamente tinha sido levado pelo disco voador. Aparecia com curiosas pedrinhas de rio, dizendo que trouxe de um estranho planeta que visitou com Ramã. De certa feita, trouxe algumas fotos que tinha realizado no planeta de Ramã. Tais fotos nos foram cedidas pelo Dr. Stancka. Antes de ver tais fotos, por favor, sente-se, para não cair da cadeira. Teve uma época que João Valério trabalhava de balconista em uma farmácia. Pessoas, com dores, vinham de longe para serem examinadas e receitadas pelo João Valério. Nem o Dr. Stancka e nem outros Ufólogos que lá estiveram nunca conseguiram ver nada de anormal, somente mentiras e contradições.
Tirem
as suas próprias conclusões.
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Claudeir Covo é presidente do INFA e co-editor da Revista UFO Paola Lucherini Covo é diretora do INPU e do INFA
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Instituto Nacional de Pesquisas Ufológicas |