CASO   ANTÔNIO   NELSO   TASCA

 

 

 Por  Claudeir Covo  e  Paola Lucherini Covo

Este texto foi adaptado do depoimento pessoal do Antônio Nelso Tasca (não é Nelson) ,

gravado em vídeo pelo INFA. 

Antônio Nelso Tasca é um gaúcho de 67 anos (jan/2002) nascido na cidade de Garibaldi. Já foi professor, escriturário, locutor, tabelião, vereador, radialista, revisor de jornal, funcionário público e corretor de imóveis. Atualmente trabalha como assessor científico da Câmara Municipal de Ronda Alta, no Rio Grande do Sul, após ter sido fazendeiro em Barreiras, no estada da Bahia. Sua experiência de abdução é considerada uma das mais chocantes já ocorridas no Brasil, tendo sido investigada inicialmente pelo pesquisador Daniel Rebisso Giese e pelo médico pesquisador Dr. Walter Karl Bühler, já falecido.   
Antônio Nelso Tasca
Foto de Claudeir Covo

Em 14.12.1983, Antônio Nelso Tasca, então com 49 anos, estava morando na cidade de Barreiras, no extremo oeste do Estado da Bahia, onde era corretor de imóveis. Nesse dia, ele estava na cidade de Chapecó, interior do estado de Santa Catarina, visitando a família, quando resolveu ir na casa do amigo Pedro Cella, residente a uns dez quilômetros de Chapecó, na Colônia Cella (esse local recebeu o nome da família). Tanto ele como o amigo Pedro tinham propriedades em Barreiras, na Bahia. Como Pedro estava para voltar para Barreiras, Tasca foi até a casa dele para combinar em viajar juntos. Não encontrando o amigo, Tasca retornou para Chapecó. 

Por volta da 20:00 horas, a uns seis quilômetros de Chapecó e a uns mil metros da fábrica de refrigerantes da Coca-Cola, Tasca, sem saber explicar como, entrou no acostamento da direita, onde recebeu muitos solavancos pelas irregularidades do solo e em seguida entrou na via à direita, sem asfalto, onde tem um pequeno trevo e que dá acesso à Granja Tozzo. Logo que entrou nessa via secundária, a uns trinta metros de distância, Tasca viu algo que parecia um ônibus da empresa Águia Branca, que era de Carazinho - RS, devido a sua cor ser um branco-esverdeado. Tasca parou o carro, abriu a porta e resolveu se aproximar à pé. Logo percebeu que não era um ônibus, pois não tinha rodas e estava parado, flutuando a um metro acima do solo. Era um veículo levemente arredondado, tinha de oito a dez janelas e uns dez metros de comprimento. Pelas janelas via uma luz pálida que não iluminava para fora. Tasca nunca tinha visto nada igual na vida. Tasca já tinha andado uns dez metros quando começou a receber umas ondas de calor, que era mais forte quanto mais se aproximava do objeto. Resolveu voltar ao carro. Quando foi abrir a porta, saiu do objeto uma esteira de luz, com uma largura de aproximadamente um metro, produzindo um clarão maravilhoso. A esteira veio em linha reta, entrou por debaixo dos pés e levou Tasca para dentro do objeto. A uns dois metros de distância do objeto, Tasca percebeu que a fuselagem era fosca e não esverdeada como imaginou no início do seu avistamento. Ele simplesmente "apagou". 

Tasca não sabe quanto tempo ficou lá dentro desmaiado, pois só se lembra quando acordou deitado e preso dentro de uma caixa. Estava nu e não conseguia se mexer. A escuridão era total e as paredes da caixa eram muito frias. Imaginou que tinha sido enterrado vivo. Ficou desesperado, chorou e gritou muito. Devido ao frio, Tasca começou a sentir dificuldades de respirar e já não mais sentia o corpo. Em um certo instante, Tasca voltou a sentir o corpo novamente, começou respirar normal e percebeu alguns pequenos seres naquele ambiente, pois sentia e ouvia os passos dele. Um ficou à direita e outro à esquerda de Tasca. Quando falavam emitiam pequenos grunhidos que lembravam um cachorro rosnando. Tocaram nas minhas pernas com algo que não pude identificar. Depois me pegaram pelas pernas e pela nuca e me levaram para outro ambiente, também escuro. Logo depois o ambiente se iluminou, meus olhos arderam. Lentamente, ao me adaptar à luminosidade, percebi que o ambiente era pequeno e não tinha nada. Nem portas e nem janelas. As paredes pareciam de alumínio escovado, lisas que nem vidro. Vi meus sapatos e minhas roupas, devidamente dobradas, no chão próximo a uma das paredes. O teto tinha uns dois metros de altura. A temperatura do ambiente era normal. Não tinha nenhuma luminária lá dentro. Parecia que a luz saia pelas paredes. Meio entorpecido me levantei e vesti minhas roupas e meus sapatos. Bati com a mão em uma parede e o som ressonou como se fosse uma parede de concreto, mas não era concreto. 

A um certo instante, do nada, abriu uma porta na parede, que deslizou na horizontal. Do outro lado tinha um outro ambiente, igual ao que eu estava. Entrou uma mulher e a porta se fechou e desapareceu. Ela tinha aproximadamente um metro e vinte centímetros de altura, era branca e lembrava a raça alemã. Os cabelos eram amarelos que lembravam a palha madura, divididos ao meio e iam até a altura do pescoço. Os olhos eram azuis e muito distante do nariz, pois ficava quase na lateral do rosto. O nariz era normal, lábios eram também normais, um pouco grossos pela altura dela, o queixo era pontiagudo e o rosto era quase triangular. Vestia um vestido azul da cor de anil, as mangas eram bem soltas e iam até o meio do braço, sem nenhum enfeite aparente, com um corte em forma de "T" invertido no pescoço e o comprimento ia até quase nos tornozelos. Usava uma sapatilha da mesma cor do vestido e sem meias. As unhas eram normais. A fisionomia era de uma menina de doze anos, mas ela era bem adulta. Parecia uma autoridade. Tasca se sentiu pequeno. Era de uma beleza indescritível.   

A seguir, a mulher colocou a mão direita no peito e a esquerda para cima, com o braço dobrado. Nesse instante, por telepatia, pela primeira vez na minha vida, ouvi dentro da minha cabeça: "tenha calma, sou de paz e amor". Quando Tasca pensou em perguntar: "quem é a senhora?", ouviu novamente dentro da sua cabeça: "sou Cabalá, mensageira do mundo de Agali, venho em missão de paz e amor. Quando Tasca pensou em perguntar em que local estava, novamente, por telepatia ouviu: "estamos no oceano, a 180 metros abaixo do nível do mar".   

Antonio Nelso Tasca
Foto de Claudeir Covo

Assim, por telepatia, continuaram o diálogo.

Tasca - Vou voltar ao meu lugar?

Cabalá - Sim, mas na hora certa, senão você voltará a um lugar muito distante.

Cabalá - Temos uma missão muito importante.

Tasca - Porque?

Cabalá - Porque você sempre acreditou na minha existência. Porque você sempre quis que esse encontro acontecesse. Porque você é dotado de mente cósmica.

Nesse instante, Tasca estava com muita sede e a beleza de Cabalá o perturbava muito.

Cabalá: Você vai beber agora e a sua sede passará, bem como a sua perturbação.

Cabalá se afastou de costas, sempre de frente para o Tasca, e ao se aproximar, do nada saiu um painel na parede. Tinha aproximadamente um metro de comprimento, quinze centímetros de largura e cinco centímetros de espessura. Tinha uns dez botões vermelhos. Cabalá tocou em um botão, abriu-se uma pequena abertura e saíram duas bisnagas. Ela voltou com as bisnagas, puxou uma pequena lingüeta e deu uma para o Tasca. Ele bebeu. Pensou em guardar a bisnaga, mas ela pediu de volta e lhe deu a segunda bisnaga. O líquido era mais consistente e tinha gosto de amora branca.
Claudeir Covo e Antonio Nelso Tasca
Foto de Claudeir Covo

Cabalá: Nós temos uma missão importante a cumprir.

Do nada, na parede, saiu um pequeno sofá, de um metro e pouco de largura. Cabalá sentou lá e suspendeu a saia até o pescoço, se postando na posição que uma mulher ficaria para ter relações sexuais. Tasca sentiu uma ereção e um desejo sexual como nunca tinha sentido antes. A relação sexual foi rápida e com ejaculação precoce. Ao concluir o ato sexual, pela primeira vez Cabalá deu um leve sorriso e disse erroneamente: "AMÓR". Cabalá se levantou, arrumou a saia como se nada tivesse acontecido e telepaticamente disso que iria confirmar uma mensagem para publicá-la ao mundo, até o fim da sua vida. Dirigiu-se ao painel, pegou um diadema que tinha círculos na parte de cima, nas cores verde, vermelho e amarelo e as pontas eram lisas. Ficando nas pontas dos pés, Cabalá colocou o diadema na testa do Tasca, ficando as pontas acima das orelhas. O diadema ficou firme na cabeça e não exercia pressão. Ela colocou a mão direita no peito e a esquerda solta para baixo. Tasca fechou os olhos. Telepaticamente, Tasca recebeu uma longa mensagem, que foi repetida mais uma vez. 

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''Advertência da Mensageira Cabalá, do mundo de Agali, para os povos da Terra"

É preciso que sejam imediatamente desativadas as armas de guerra capazes de acabar com qualquer espécie de vida aqui existente. Além de toda a sua apavorante e mortífera devastação, uma guerra nuclear total colocará a Terra fora da sua rota celeste e causará graves distúrbios à vida de mundos vizinhos, alguns em dimensões que o homem terrestre ainda desconhece.

É preciso que sejam abolidas as denominações políticas, econômicas e financeiras de nações sobre nações. O imperialismo contraria o direito de igualdade dos povos e se constitui numa nova e solerte modalidade de escravidão.

É preciso que sejam preservadas a essência da vida humana e as suas funções naturais de reprodução. Em estrelas próximas e noutras inatingíveis ao homem atual, a vida surgiu do sopro do Eterno Espírito criador de todas as coisas - Deus, razão pela qual não deve ser objeto de experiências imponderáveis, porque estas terminarão em desastre genético irreversível.

É preciso que, dentro do mais rigoroso critério de justiça e moral, com vistas para a solução dos problemas sociais resultantes da proliferação humana desordenada, sejam instituídos órgãos que, por vias científicas naturais, planejam e executem programas de controle populacional e de melhoramento biológico do homem.

É preciso que o homem conquiste outros mundos do Universo e ali encontre lugares adequados para as suas futuras emigrações e novas fontes de energia e subsistências. Mas antes deve conquistar o seu próprio mundo, desvendando- lhe os enigmas que ainda existem na terra, no mar e no ar; conservando-o da sutil pirataria do exterior; e curando- lhe as imperfeições humanas - do corpo, da mente e do espírito.

É preciso que, atendidas estas exortações, a humanidade esteja preparada para o período de extraordinários acontecimentos de que a Terra será palco, dentro de pouco tempo. Os grandes eventos serão prenunciados por estranhas manifestações telúricas e sinais celestes de magnífico esplendor e inquietante beleza. Mestres da Suma Sabedoria tornarão a vir à Terra, renovarão ensinamentos maravilhosos e ajudarão a estabelecer nova sociedade política. Renascerá o Paraíso Terrestre, pleno de Luz e Amor. Então, através de meios e energias ora sequer supostos, o homem conhecerá os côncavo-convexos dimensionais da Terra, viajará às profundezas do Universo e não sentirá as canseiras do tempo. E, como sublime conquista da capacidade criadora humana, será posta em ação a máquina do Poder Absoluto, engenho que, entre muitos outros prodígios, dará à Humanidade a visão mais feliz e assombrosa de toda a sua existência e de toda a sua História : a ressurreição dos mortos na faixa dos 4 xis.

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 Cabalá: Agora os nossos mundos estão interligados por uma ponte de 46 pilares e pelos nossos filhos MADA e MADANA. Paz e amor. 

A porta se abriu na parede. Cabalá saiu de costas e Tasca ficou sozinho. Sentiu-se muito triste. A luz se apagou. Aparecerem novamente aqueles seres pequenos. Pegaram Tasca pelo cinto e o conduziram para outra sala. Fizeram Tasca se deitar. O frio começou a ficar intenso e ele desmaiou.   

Tasca só se lembra de acordar deitado no solo, no meio da capoeira tipo vassourinha. Eram 06:00 horas da manhã do dia 15.12.83. O Sol não havia nascido. Tasca ouviu ruídos de veículos. Percebeu que estava próximo a uma rodovia. Ficou sentado, se recordando de tudo que havia lhe acontecido. Logo depois amanheceu e Tasca foi até a rodovia. Inicialmente não reconheceu o local, mas depois soube que a rodovia era a BR 282. Tasca desceu o pequeno morro e caminhou pelo acostamento, quando viu de longe a EDIBA, uma revendedora de carros e caminhões. Chegando nessa loja, Tasca ligou para casa, distante uns onze quilômetros. 

Local onde Tasca foi devolvido
Foto de Daniel Rebisso Giese

 A família estava desesperada. Tasca foi caminhando até chegar no trevo da rodovia, momento em que se encontrou com o filho, que estava de carro procurando o pai. Foram até o local onde estava o carro, uma Brasília com a placa RD-3399, de Barreiras - BA. O filho levou o Tasca para o hospital. Perguntaram o que tinha acontecido e Tasca disse que não sabia. Deram-lhe sedativo e o dispensaram. Foram para casa. Tasca sentia muita sede, mas não tinha fome. Bebeu muito suco. Quando foi tomar banho, ao tirar a camisa, percebeu uma marca nas costas. Um "W" ou um duplo "V". Tasca voltou ao hospital e o Dr. Carlos Siqueira não soube informar como a marca foi feita. Pediu para Tasca voltar no dia seguinte. Quando retornou, junto com o Dr. Carlos Roberto Siqueira Reis, estavam os médicos Dr. José Antônio Madalosso e o Dr. Júlio Zawadski. Examinaram as "estranhas queimaduras", fotografaram, mas nada concluíram como foi feita aquela marca. Estranharam o fato do Tasca não sentir dor, apesar das "queimaduras" serem do terceiro grau. Não tinham os característicos sintomas de avermelhamento, não tinha a formação de bolhas, não tinha inchação e não tinha a perda de fluído plasmático. Dentro da marca, os pêlos não foram queimados. Nos dias seguintes formou uma casca de cicatrização, depois saiu e o Tasca tem a  marca até hoje.   

Foto de Dr. Carlos Siqueira - 1983 

Foto de Daniel R. Giese - 1984

 Foto de Dr.  Walter K. Bühler - 1984

Apesar de beber muito, Tasca ficou três dias sem comer. No terceiro dia, se sentiu mal e quis vomitar. Vomitou no quintal e novamente sentiu o gosto da amora branca. Logo depois apareceram os repórteres e essa ocorrência ufológica do Tasca ficou conhecida do público. 

Fotos de Claudeir Covo tomadas em 1992, em Curitiba - PR, no Congresso realizado por Rafael Cury

 

Trinta e oito dias depois o ufólogo Daniel Rebisso Giese pesquisou o Caso Tasca. Cinqüenta e dois dias depois da abdução, o Caso Tasca também foi pesquisado pelo médico e ufólogo Walter Karl Buhler, já falecido. Documentaram tudo. O Dr. Buhler descobriu na Brasília do Tasca, na cerca de arame farpado e no cabo de aço de sustentação de um poste da rede elétrica, índices de imantação magnética variando de dois a cinco Gauss.   

O texto acima é apenas um resumo do depoimento de Antônio Nelso Tasca. Existem várias dezenas de outros detalhes que aqui foram suprimidos, bem como as próprias conclusões do autor e outras ocorrências. Tudo isso pode ser encontrado, super detalhado, no livro "Um Homem Marcado por ETs", do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), escrito pelo próprio protagonista.

 

Claudeir Covo é presidente do INFA

Paola Lucherini Covo é diretora do INPU e do INFA

 

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