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CASO MERCEDES BENZ DO BRASIL São Bernardo do Campo - SP - 23.04.1989
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Por Claudeir Covo e Paola Lucherini Covo |
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Esta ocorrência ufológica foi muito curiosa. Durante dois anos, o pesquisador Claudeir Covo coletou uma série de avistamentos, em 1988 e 1989. Todos esses relatos foram publicados, de forma reduzida, na Revista Planeta no 203, de agosto/1989. Uma dessas ocorrências foi quase um pouso de um disco voador no heliporto da MBB - Mercedes Benz do Brasil, situada na Paulicéia, em São Bernardo do Campo, SP.
A
informante (secretária) era uma pessoa bem confiável, e garantiu que
viu o relatório na mesa do seu diretor. Assim, tal fato foi publicado
na Revista Planeta. Na
época, Claudeir tinha um amigo que trabalhava na engenharia da MBB, o
Pedro Cabral, que a cada quinze dias se reuniam na ABNT - Associação
Brasileira de Normas Técnicas, no Comitê de Iluminação Veicular,
comitê esse que Claudeir é presidente até hoje. Cabral ao saber desse
fato caiu na gargalhada. Quinze dias depois, novamente em reunião na
ABNT, o Cabral brincando disse que esses ufólogos são todos
"loucos". Cabral fez uma pesquisa com dezenas de pessoas
dentro da MBB, inclusive com todos os funcionários da área de segurança
da empresa. Não conseguiu nenhuma informação. Mas,
após a publicação na Planeta, essa revista circulou entre vários
funcionários da MBB, chegando ao conhecimento da jornalista Luzia de
Medeiros, que após conversar com a diretoria, conseguiu autorização
para publicar esse ocorrência. Em
novembro/89, o jornal Nossa Estrela, uma publicação interna para os
funcionários da MBB, publicou não só esse fato, bem como outros
avistamentos envolvendo outros funcionários. Assim
foi publicada a matéria:
TRÊS
EXPERIÊNCIAS QUE
VIRARAM NOTÍCIAS Segundo
a revista Planeta, a aparição aconteceu no dia 26 de abril deste ano,
por volta das 02:00 horas da madrugada, mas o vigilante Luiz Cláudio
Francisco diz que foram três dias antes. Conta que naquela noite estava
em serviço no posto 4 (Revisão Final de Caminhões). De dentro da
guarita avistou uma luz no céu, que se aproximava da fábrica. Saiu ao
pátio e identificou um objeto que aparentava flutuar e girar em si
mesmo, com luzes vermelhas piscantes e um forte facho de luz branca.
"0 formato lembrou-me uma bola de futebol americano, sem um dos
bicos, e não fazia qualquer barulho". Tentou contactar, pelo rádio,
o colega Edilécio Rodrigues do Carmo, que estava próximo dali (na área
de gases); não obteve resposta, mas o chamado alertou o líder Edson e
o encarregado Desoti que rumaram para lá. Luiz
Cláudio observou toda a movimentação do objeto sobre a fábrica, por
uns três minutos, até desaparecer, antes que ele chegasse ao posto de
Edilécio. Não demorou e logo apareceram mais dois objetos voadores,
menores que o primeiro e mais lentos, da direção do Ipiranga.
Sobrevoaram a Paulicéia - os dois vigilantes abrigaram-se entre os
caminhões, buscando melhor ponto para observação - e logo
desapareceram no sentido Taboão, antes que a chefia da guarda chegasse
ao local. 0 incidente foi registrado com as demais ocorrências daquela noite e no dia seguinte a Segurança da fábrica preferiu não comentar o caso, que já era do conhecimento da Revista Planeta. Motivo principal: seria muito embaraçoso confirmar aparições de OVNI's ruma região que estava no auge da greve de abril. OBS.: Após a publicação no jornal Nossa Estrela, Claudeir conseguiu entrevistar o vigilante Luiz Cláudio Francisco, o qual informou que naquela madrugada parecia que aquele estranho e luminoso objeto ia pousar no heliporto. Todos ficaram preocupados, pois não sabiam o que fazer. Ele não permitiu fazer fotos do local, alegando que era ordens da diretoria. Esta
história nunca foi contada a ninguém da MBB - Campinas, porque o
assunto costuma criar polêmica e descrença, e até brincadeiras de
mau-gosto. Por essa razão Nossa Estrela não identificará o
protagonista (a seu pedido). Aconteceu
em 1973, quando estudava na PUC, ao retornar para casa em companhia de
uma prima (entre 10:30 e 11:00 horas). " Íamos de carro pela D.
Pedro, em direção a Souzas, quando avistamos uma luminosidade muito
grande acima da pista, maior que a do farol do nosso 'fusquinha'.
Percebemos que a luz (branca e muito intensa) era projetada de algo no céu,
acima do carro. Depois de muito discutir, sobre parar ou não, fui para
o acostamento e pudemos ver um objeto muito grande, formato de meia
laranja, com espécie de janelas, ao redor e completamente silencioso,
que subiu rapidamente até desaparecer no escuro do céu. Tremíamos e
chegamos, em casa muito assustadas (minha mãe ficou preocupada e por
muitos dia, acompanhou-me à faculdade). A notícia chegou ao Correio
Popular e virou manchete de primeira página, onde aparecemos com outras
pessoas da região que relataram acontecimentos semelhantes ao daquela
noite''. Durante dias, o colega da escola fizeram carreata naquela
estrada, na esperança de ver algo, mas foi em vão. A testemunha não
conseguiu explicações sobre a aparição, mas sabe que não era deste
mundo, era fantástico. Sobre vida fira daqui, não acredita, nem
desacredita.
Esquadrilha
alaranjada
A notícia chegou à Tribuna de Indaiá, mas logo um oficial da Aeronáutica
tentou dar algumas explicações para o fato (não muito
convincentes)". Edvaldo diz que conversou com alguns
conhecidos da Aeronáutica, que lhe afirmaram a dificuldade e até
impossibilidade de relatarem as observações ocorridas principalmente
durante vôos noturnos, e diz que sinceramente acredita na existência
de tais fenômenos.
Luzes coloridas nos céus da cidade
Foram
fotografados ?
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Claudeir Covo é presidente do INFA e co-editor da Revista UFO Paola Lucherini Covo é diretora do INPU e do INFA
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Instituto Nacional de Pesquisas Ufológicas |