CASO  MARIA  CINTRA

 

Por  Jaime  Lauda

 

Na madrugada do dia 25 de agosto 1968, ocorria em Lins (SP), um dos episódios mais espetaculares ocorridos nos anais da Ufologia Brasileira. Na noite anterior a esse dia, o médico de plantão do hospital Clemente Ferreira - que fica isolado a cinco quilômetros da cidade diversos funcionários passaram minutos admirando o deslocamento no céu de uma estranha bola luminosa. Por volta das 4h30m da madrugada, a servente Maria José Cintra, residente no hospital, estava sentada na cama rezando um terço, como faz habitualmente ao despertar. De repente, ouviu do lado de fora um ruído estranho, como a frenagem de um automóvel: Abri a persiana e vi, embaixo, uma senhora parada. Perguntei se era caso de internamento e, como não respondesse, vesti minha capa de contágio, desci as escadas e abri a porta. Voltei a perguntar se era caso de internamento. A mulher enrolou a língua e não entendi nada. Depois me deu uma garrafa muito bonita, toda brilhante e trabalhada, e fomos juntas até o bebedouro, que fica no saguão. Quando chegamos prosseguiu, ela tirou, não sei de onde, uma canequinha, encheu de água e bebeu. Depois, ficou observando os carros do administrador e do médico de plantão, que costumavam ficar estacionados na entrada. Voltamos juntas dali, enquanto ela segurava a garrafa e a caneca numa mão e com a outra batia no meu ombro dizendo: embaúra, embaúra.

Maria Cintra trabalha há anos no hospital e é muito estimada por todos, apesar de ser humilde e mal saber assinar o nome. Ela conta e repete a história com uma convicção impressionante: Ao invés de sair normalmente. A mulher entrou pelo canteiro. Foi aí que despertei, que vi um aparelho flutuando no chão, parecendo uma pêra, tendo outra pessoa dentro, que deu a mão para a mulher entrar por uma abertura. O objeto fez um zumbido e descolou na vertical. A servente, traumatizada, começou a andar para trás, se, dar as costas para o local da aparição. Quando cheguei na porta e vi o aparelho desaparecer, comecei a gritar desesperada. Fiz um barulhão que quase todo mundo acordou, comecei a chorar e a fazer xixi na escadaria! Fui para o meu quarto toda molhada, fiquei rezando na cama. Estava estarrecida com o que me ocorrera.

A FAB CONSTATOU : As marcas deixadas pelo aparelho estavam bem visíveis e eram similares a outras encontradas em todo o mundo. Maria Cintra ainda nos relatou que a mulher era como uma pessoa normal, de cor branca, aparentando uns 30 anos de idade, estatura média, vestia uma capa que cobria a cabeça, de manga comprida, como túnica e um cinto cor de chumbo. Os Oficiais da FAB retiraram amostras do local da aterragem, mandando-as para o instituto tecnológico em São José dos Campos. Após um longo tempo não voltou a crescer nada no local.

 

Fonte: Revista UFOLOGIA - Março 1985 - CBPDV

 

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