ANÁLISES FOTOGRÁFICAS E VIDEOGRÁFICAS
Por
Claudeir Covo*
Até 1960, a fotografia era considerada a melhor
prova da existência dos discos voadores. Mas, se a técnica fotográfica
evoluiu, também as técnicas de fraudar evoluíram, e muitas destas técnicas
fraudulentas foram descobertas, além de erros de interpretação de um fenômeno
qualquer conhecido. Infelizmente, em tudo onde existe o ser humano, existe também
a fraude. A Ufologia não é exceção, o que, conseqüentemente, leva as
fotografias ao descrédito popular.
Temos uma estimativa de aproximadamente 50.000
fotos de discos voadores que circulam no meio ufológico, mas as pesquisas
revelaram que aproximadamente 90% (alguns pesquisadores encontraram até 95%)
nada tem a ver com o Fenômeno UFO. Por ser uma porcentagem muito alta, as
fraudes e os erros de interpretação fazem parte de um capítulo único na
Ufologia, onde sofisticadas análises e equipamentos especiais são imprescindíveis
para se ter um alto grau de confiabilidade no resultado, seja ele positivo ou
negativo. Existem dois tipos de fraudes fotográficas: a inconsciente e a
consciente. A inconsciente, ou sem má-fé, é aquela em que a pessoa crê ter
fotografado um disco voador, visível ou invisível na hora da foto. Visível
quando envolve algum evento físico ou luminoso na atmosfera e observado pelo
fotógrafo, e invisível quando não é observado pelo fotógrafo e só aparece
após a revelação da foto. A consciente, ou com má-fé, é aquela preparada
pelo fotógrafo, através dos vários processos técnicos que a fotografia
permite. Essa é mais perigosa, porque normalmente o autor da fraude insiste em
manter sua história, com isso dividindo a opinião pública que acompanha a
Ufologia, tomando-a mais polêmica do que normalmente é.
As razões que levam uma pessoa a fraudar fotos
de discos voadores e publicá-las como autênticas são as mais diversas:
- Simples deboche da Pesquisa Ufológica (ou dos
Ufólogos);
- Simples brincadeira entre os amigos;
- Teste para verificar a eficiência dos Ufólogos;
- Prestígio entre os amigos e Ufólogos;
- Interesses monetários, quando se vende os
negativos para veículos de comunicação, etc ...
ALGUNS TRUQUES FOTOGRÁFICOS
Dentre os truques fotográficos mais comuns,
usados com má-fé para falsificar fotografias ufológicas, encontram-se as técnicas
de fotomontagem e dupla exposição, retoques em positivos (fotos) e negativos,
manchas químicas no negativo, suspensão de pequeno modelo à frente da câmara
(normalmente pendurado por fios finos), objetos arremessados para o ar e
fotografados a seguir, pinturas em vidros com posterior fotografia sobre um
quadro real, exposição demasiada do filme sobre objetos comuns em movimento,
efeitos com luminárias, efeitos com raios laser, reflexos em lentes (da câmara),
reflexos em vidros e janelas, eventos e máquinas aéreas comuns, manufaturadas
(balões, objetos tripulados, aves, armas secretas em teste), eventos ou fenômenos
de ordem astronômica (satélites, meteoritos, astros, planetas), fenômenos
atmosféricos e climáticos (nuvens lenticulares, camadas de inversão térmica,
aurora boreal ou austral, nuvens noctilucentes, relâmpagos incomuns, fenômeno
Parélio, fogo de Santelmo, Parasselênio, fogo fátuo, energia telúrica,
etc...), efeitos parapsicológicos, fogos pirotécnicos e diversos outros fenômenos.
Para que se conheça realmente algo mais
aprofundado sobre fotografia ufológica, reconhecendo e separando o verídico do
duvidável, do falso ou do suspeito, é necessária uma abordagem resumida sobre
cada um dos efeitos ou fenômenos que podem levar, voluntária ou
involuntariamente, alguém a obter uma foto ufológica inverídica. Após tal análise,
passaremos a expor quais os cuidados necessários que se deve tomar no trato de
fotografias ufológicas e quais as técnicas usadas e recomendadas ao Ufólogo,
ou ao leigo, para certificar-se da validade ou não de um determinado retrato.
FOTOMONTAGEM E DUPLA EXPOSIÇÃO
Este fenômeno ocorre quando o fotógrafo obtém
uma foto de uma paisagem qualquer, normalmente tendo árvores focalizadas da
metade para baixo e o céu limpo da metade para cima. Nesse quadro ele bate a
foto de um modelo com forma discóide, tendo somente o céu limpo como fundo. O
fotógrafo utiliza duas fotos por problemas de foco: uma quando o ambiente está
longe e outra quando o objeto está perto. Depois de revelar os dois negativos,
devidamente posicionados, as duas imagens são sobrepostas no mesmo papel
fotossensível, tendo como resultado o ambiente e o modelo focalizados na mesma
foto.
Essa técnica também é usada utilizando-se as 2
fotos iniciais em slides, projetando os dois em uma única tela ao mesmo tempo,
utilizando-se de 2 projetores. Após posicionar as duas imagens corretamente.
Outro processo é o de dupla exposição no mesmo negativo quando a pessoa
fotografa o ambiente e depois o objeto em cima de um único negativo. Após a
revelação tem-se a foto do conjunto. O técnico de laboratório fotográfico,
tendo bons equipamentos em mãos, usando a imaginação e a habilidade na
construção de modelos, pode conseguir resultados surpreendentes. Um simples
buraco oval em um cartão, colocado no ampliador fotográfico e projetado fora
de foco no papel fotossensível, pode conseguir o resultado de uma foto que
facilmente pode passar como um disco voador luminoso, fotografado à noite
contra o céu escuro. A análise da granulação, das sombras e dos negativos
permite, no entanto, detectar esse tipo de fraude.
RETOQUES NAS FOTOS E NOS NEGATIVOS
A pessoa faz uma foto qualquer, previamente
preparada. Logo após ter a foto revelada, ela faz um desenho sobre a foto ou a
retoca (uma nuvem, por exemplo) e em seguida bate uma foto da foto retocada. Na
Ufologia temos um caso em que uma pessoa colocou um botão sobre a foto e pintou
a sombra no solo, depois bateu outra foto do conjunto. A foto original foi feita
de dentro de um avião e, com a sobreposição do botão, parece uma nave voando
e projetando a sombra no solo. A análise do negativo também é importante,
porque com o auxílio de um pequeno estilete ou um simples alfinete, uma pessoa
pode rasurar a película gelatinosa do filme, ou até furar, causando efeitos
curiosos. O próprio processo de revelação automática, às vezes, rasura
acidentalmente os negativos na hora da revelação. Em laboratórios com
processos manuais, a marca da pinça que o técnico usa para mudar o filme de um
produto químico para outro, as vezes, chega a riscar a película com uma forma
discoidal bem sugestiva. A análise do negativo, da foto e da granulação pode
detectar a rasura.
MANCHA QUÍMICA NO NEGATIVO
Nos laboratórios onde normalmente são reveladas
as fotos, é muito comum algum tipo de produto químico respingar, acidental ou
propositalmente, sobre o negativo e causar uma mancha redonda ou oval. Numa foto
aparece um lindo disco voador. Como é conhecido no meio ufológico que o disco
voador tem a capacidade de, às vezes, ser invisível ao olho humano (embora
detectado pela emulsão fotossensível do filme), a pessoa que não viu nada de
anormal na hora da foto, e após a revelação vê impressa na sua fotografia
uma imagem sugestiva, passa a acreditar que inesperadamente fotografou um disco
voador. A análise do negativo detecta qualquer tipo de mancha de produtos químicos.
OBJETO SUSPENSO POR UM FIO
Normalmente, nesse caso, a pessoa fabrica um
pequeno modelo com material leve, ou utiliza um objeto conhecido como tampa de
panela, bacia, calota de automóvel, bandeja, prato de papelão, etc..., que é
fixo por um fio de linha fina, ou de cor azul celeste, e pendurado em um suporte
qualquer. A análise do foco e das regulagens da máquina fotográfica é
importante para a determinação deste caso.
OBJETO JOGADO PARA O AR
Os mesmos objetos descritos no item anterior
podem ser jogados para o ar e fotografados. Normalmente a pessoa faz uma série
de fotos deste tipo e só seleciona as melhores para divulgação. A análise
das regiões tremidas na foto é importante, porque teremos o ambiente sempre
fixo e o objeto sempre em movimento. O fotógrafo pode deixar a máquina fixa ou
acompanhar o movimento do objeto. Conseqüentemente, o ambiente ou o objeto terá
as bordas levemente distorcidas, ainda mais se levando em conta que o objeto é
pequeno e está relativamente próximo da máquina fotográfica. A ampliação
de uma dada foto de disco voador permitiu identificar que esta não era de um
disco realmente, mas um disco fonográfico, onde se via o selo do produtor e o
furo central.
PINTURAS EM VIDRO
É comum a pessoa desenhar um disco voador em uma
placa de vidro plana e incolor. Ela escolhe um ambiente qualquer de fundo e
coloca o vidro entre a máquina fotográfica e o ambiente. Assim se faz a foto.
As análises da foto, do negativo e do local são imprescindíveis neste caso.
Analisem bem o foco, pois provavelmente o ambiente estará em foco e o
"disco voador" não, ou vice-versa.
TEMPO DE EXPOSIÇÃO LONGO EM OBJETOS COM
MOVIMENTO
Neste caso, a pessoa fixa a máquina fotográfica
em um tripé e dá um tempo de exposição longo (1 a 20 s), sobre um objeto em
movimento, tendo o ambiente de fundo fixo. O objeto pode ser um avião, um balão,
uma ave, um meteoro, etc... Nas fotos diurnas há necessidade de filtros
atenuadores de luz devido ao tempo de exposição, que pode velar totalmente o
filme. A análise das características da foto e da máquina permite qualificar
corretamente os efeitos utilizados.
EFEITOS COM LUMINÁRIAS
Utilizando os recursos da máquina fotográfica,
variando as regulagens, principalmente tendo a fonte de luz totalmente fora de
foco, pode-se obter efeitos surpreendentes, conforme o ângulo utilizado. A análise
das características deste tipo de foto e da máquina fotográfica usada
determina os efeitos utilizados. O formato do diafragma interno da máquina também
é verificado.
EFEITOS COM RAIOS LASER
Pequenos modelos em acrílico, quando iluminados
por raios laser, causara efeitos interessantes. Também a luz do laser,
retratada sobre um painel por prismas óticos, causa efeitos luminosos que podem
facilmente ser registrados em fotos. O processo atual de holografia permite até
se projetar imagens tridimensionais em um dado ambiente.
REFLEXO NAS LENTES DA OBJETIVA
As lentes da objetiva da máquina fotográfica
normal podem ter até 7 tipos diferentes de aberrações óticas, sendo a mais
comum a aberração esférica que forma um halo colorido ao redor da imagem, e a
aberração "coma" ou "cauda de cometa", que forma uma
imagem luminosa simétrica em relação a um foco de luz intenso. Normalmente,
ocorrem reflexões luminosas nas várias lentes da objetiva da máquina que
acabam atingindo o filme com uma característica própria. Esse tipo de reflexo
não é visível na hora da foto e só aparece após a revelação. Esse efeito
acontece normalmente com tempos longos de exposição, máquina com tripé,
diafragma totalmente aberto, foco infinito, ambiente com um ou vários focos de
luz intensa (Sol ou holofotes) da metade da foto para baixo, ou tendo da metade
para cima da foto o céu quase sempre escuro. De acordo com o ângulo visual do
foco de luz intensa, a aberração do tipo coma terá as mais diversas formas:
redonda, cilíndrica, oval, etc... A análise da foto envolvendo a simetria, as
aberrações e as cores das fontes de luz permitem, facilmente, identificar
tratar-se ou não de um simples reflexo.
REFLEXOS EM VIDROS DE JANELAS
O simples reflexo de uma luminária acesa em um
vidro liso e incolor de uma janela, tendo um ambiente qualquer como fundo, pode
mostrar em uma foto a forma típica discoidal. A análise do local neste caso é
importante.
FILMAGENS
Nas filmadoras também podem acontecer acidentes
e fraudes. O engano mais comum são pequenos insetos ou pequenas partículas que
passam em alta velocidade perto da objetiva da máquina, quando o foco está
para o infinito. Esses acidentes ficaram conhecidos como "rods", ou
simplesmente bastões ou bastonetes. É fácil verificar, pois o ambiente estará
em foco e o "rod" estará fora de foco.
Podemos reproduzir isso facilmente através da
obliteração solar, o que consiste em fixar a filmadora em um tripé e virar na
direção do Sol, tomando o cuidado de esconder o Sol com o auxílio do bico do
telhado de uma casa, uma árvore, etc...
ANÁLISES FOTOGRÁFICAS E VIDEOGRÁFICAS
Dentro da questão ufológica, deve-se utilizar
todos os instrumentos disponíveis para se obter melhor quantidade de informações
sobre a origem e natureza das naves que insistentemente são flagradas cruzando
os céus do planeta. Entretanto, os vestígios de suas passagens considerados
como "matéria prima" da Ufologia são raros. Entre esses vestígios,
as fotografias e as filmagens são uma das melhores fontes de informação sobre
tais civilizações que nos observam tão ininterruptamente, desde que bem
interpretadas.
Após vários anos de pesquisa da problemática
que envolve o fenômeno Ufológico, já não temos qualquer dúvida de sua existência
real. Porém, após todos estes anos, também pudemos concluir que muita coisa
que se publica na imprensa nacional e internacional, a respeito do assunto,
corresponde a fatos sensacionalistas, imediatistas e, até mesmo (às vezes até
muito freqüentemente), falsos. Destes fatos, normalmente apresentados como verídicos
e, até mesmo, defendidos por seus protagonistas, as fotografias ufológicas têm
sido uma fonte especial de surpresa em nossas pesquisas. A fotografia é uma
invenção relativamente recente, tendo sido criada no inicio do século 19,
recebendo constantes melhorias e aperfeiçoamento desde então. As fotografias
ufológicas, no entanto, começaram a surgir bem mais recentemente, tão logo o
invento passou a tomar-se popular e, quanto mais usado mundialmente, ao longo da
história fotográfica, tanto maior é o número de fotos ufológicas que passam
a compor os arquivos especializados em todo o globo.
Logo no início do século, em 1907, foi
realizada em Basle, Suécia, a primeira foto ufológica de que se tem notícia,
retratando uma bola luminosa, de diâmetro estimado em cerca de 3 metros, cuja
origem ainda não foi totalmente esclarecida. Alguns pesquisadores relacionam
essa foto com o evento conhecido no folclore brasileiro com "M' Boi Tatá"
ou "Mãe D'ouro", provavelmente uma pequena nave que normalmente tem
em seu interior dois ou três ufonautas (tripulantes dos UFOS) de
aproximadamente um metro de altura. Outros pesquisadores acreditam que a foto
está ligada a um fenômeno de origem parapsicológica, envolvendo uma formação
plasmática. Há, ainda, outros que acreditam tratar-se de um simples defeito na
emulsão fotográfica. Como não tivemos acesso ao negativo original da foto,
nada podemos dizer sobre o que, realmente, mostra a foto em questão.
Há quem diga que a primeira foto de um UFO foi
realizada no fim do século passado.
Após a Segunda Grande Guerra Mundial, as indústrias
de máquinas fotográficas desenvolveram modelos mais práticos e acessíveis ao
público, possibilitando o surgimento de grande quantidade de fotografias de
discos voadores. Fotografar um disco voador é apenas uma questão de estar com
a máquina fotográfica no local e hora certa, juntamente com uma boa dose de
sorte, no entanto.
Idem para as filmagens, que atualmente, nos últimos
anos, as pessoas tiveram mais acesso, e conseqüentemente, hoje ocorrem mais
filmagens do que fotos.
CUIDADOS NAS ANÁLISES FOTOGRÁFICAS
Todo pesquisador da temática ufológica, esteja
ele especificadamente trabalhando com fotografias de UFOS ou não, deve
considerar uma série de cuidados básicos ao trabalhar com tais fotografias.
Esse capítulo da pesquisa ufológica representa, devido a variedade de condições
e características do material usado, um dos quais o ufólogo deve tratar com o
maior cuidado, em virtude do surgimento de eventuais falhas técnicas em análises,
mesmo que cautelosamente executadas. Como todo esforço e atenção em cada
detalhe são imprescindíveis para que se obtenha bons resultados analíticos,
qualificativos e quantitativos, sugerimos aos estudiosos do fenômeno UFO que
tomem os seguintes cuidados:
- Examinar a foto e o respectivo negativo;
- Examinar as fotos e também os negativos,
realizadas antes e depois da foto em questão;
- Examinar a máquina fotográfica, a lente
objetiva, o campo visual, a sensibilidade do filme, regulagens como velocidade,
abertura, foco, etc;
- Examinar os acessórios utilizados, como pára-sol,
filtros especiais, flash, etc;
- Examinar o local onde foi obtida a foto,
verificando a posição do Sol, o horário, as sombras, etc..., durante a exposição;
- Tomar o depoimento do autor da foto com o máximo
de detalhes;
- Com todos os dados em mãos, deve-se fazer os cálculos
de ótica, verificando se coincidem com a foto e o depoimento do fotógrafo.
Certamente será necessário o uso de equipamentos auxiliares para as análises
de granulação de imagem;
- Se o pesquisador não conhece as técnicas
fotográficas, em profundidade, é aconselhável pedir auxilio a um
especialista;
- Cuidados similares devem ser tomados em relação
às filmagens.
ANALISADORES DE IMAGENS DISPONÍVEIS
Em um laboratório fotográfico, temos que dispor
de vários equipamentos necessários às análises das fotos. No mínimo,
precisamos de um bom ampliador para "closes" do objeto. Revelações
especiais com subexposição e superexposição, associadas com filtros padrões,
permitem realçar alguns detalhes de fotos em análise. Um bom microscópio também
permite analisar detalhes de granulação do filme, verificando casos de dupla
exposição, manchas químicas, retoques no negativo, etc... Existem outros
equipamentos que têm função específica em tipos de análises especiais, mas
sem dúvida, o melhor equipamento é o analisador de imagens computadorizado.
Através de uma câmara comum de TV, a imagem da
fotografia é convertida em um sinal de vídeo; a seguir, os pulsos elétricos
do sinal de vídeo são convertidos em linguagem de computador pelo digitador. O
computador recebe os sinais do digitador e converte tal informação elétrica
em pequenos micro-quadrados chamados "pixels". O número de pixels será
proporcional à capacidade do computador. Por exemplo, podemos dividir o eixo
horizontal em 800 colunas e o eixo vertical em 600 linhas, obtendo 480.000
pixels. Cada pixel terá o seu valor de tonalidade cinza correspondente à cor
original da foto. Normalmente os tons de cinza são divididos em 256 partes,
desde o 0 (máximo preto) até o 255 (máximo branco). Todos esses valores são
registrados na memória do computador, formando uma falsa matriz tridimensional.
Através de programas apropriados podemos comparar os tons de cinza de um pixel
com os tons de cinza dos pixels adjacentes, ou mesmo trabalhar com esses tons de
cinza matematicamente.
As sub-rotinas utilizadas normalmente são:
- Supressão de contraste;
- Expansão de contraste;
- Realce das bordas;
- Filtragem especial;
- Fatoração das bordas ponto-a-ponto;
- Alta resolução (Laplace).
Esses programas de computador, nas análises das
imagens das fotos, permitem visualizar detalhes que normalmente são invisíveis
a olho nu. O olho humano vê muito bem os altos contrastes, mas não vê os
baixos contrastes. Os programas permitem verificar, por exemplo, se o objeto é
ou não tridimensional, se tem luz própria ou se reflete a luz solar, se tem
algum fio fino de sustentação, se a iluminação é regular ou irregular,
quando comparada como ambiente, se a imagem tem consistência ou não, etc... O
programa mais importante é a fatoração da borda ponto-a-ponto, pois permite
determinar a distância e o tamanho do objeto. Quanto mais distante está o
objeto, maior será a quantidade de ar entre o objeto e a máquina fotográfica.
Essa "parede" de ar é registrada na foto em baixo contraste, a qual
denominamos de distorção atmosférica, que não é perceptível a olho nu. Com
o computador podemos realçar esses detalhes, sendo possível calcular a distância
do objeto e, conseqüentemente, seu tamanho, inclusive com uma precisão
relativamente alta.
Em todas as partes do mundo, os órgãos oficiais
e centros de estudos que utilizam métodos científicos nas análises dos
eventos ufológicos e fotografias de discos voadores encontraram uma grande
porcentagem de ocorrências que nada tem a ver com esse grande enigma, e sim com
fraudes e erros de interpretação. Mas o mais importante é que restam milhares
de casos que a ciência não consegue explicar, que se enquadram perfeitamente
dentro do fenômeno global dos UFOs. Essa porcentagem, ainda que pequena,
aplicada ao número de casos ocorridos em todo o planeta, representa uma quantia
muito grande.
Um único caso totalmente comprovado já seria
suficiente, mas temos inúmeros eventos que realmente vêm testemunhar a existência
de naves e seres que dominam uma avançada tecnologia espacial jamais sonhada
pelo homem, naves que desafiam todas as leis da física aerodinâmica conhecidas
por nós. A origem desses objetos com seus tripulantes, o que eles estão
fazendo na Terra, o que eles querem de nós e outras tantas perguntas da
Ufologia ainda estão longe de serem respondidas. Existem muitas teorias e hipóteses
que procuram explicar o fenômeno, mas só através de um trabalho sério e
científico chegaremos a atingir seu conhecimento. Os computadores, nas análises
das fotos dos discos voadores, também conseguiram identificar objetos de
grandes dimensões, a grandes distâncias da máquina fotográfica, com formas não
convencionais e de origem desconhecida. Objetos voadores de 3, 30 e até 100
metros de diâmetro, de forma discoidal.
Nesses 54 anos de pesquisas, através das análises
de eventos ufológicos, pela descrição das naves e dos ufonautas pelas
testemunhas, pelas várias informações que as testemunhas ou vítimas disseram
serem revelações desses humanóides, chegamos à conclusão mais provável de
que representam civilizações de origem extraterrestre, de fora do nosso
sistema solar, procedentes de outros sistemas estelares, da nossa imensa galáxia,
a Via Láctea (ou de outras).
A maioria dos astrônomos admite presentemente a
existência de vida em outros sistemas estelares, tanto que gastam fortunas em
projetos que envolvem inúmeros radiotelescópios, na esperança de que dentro
em breve possamos receber um sinal inteligente de algum local distante do Cosmo,
apenas para confirmar que não estamos sós neste imenso Universo!
* Claudeir Covo é presidente do INFA e co-editor da Revista UFO.
O autor pode ser contatado através do e-mail: claudeir.covo@uol.com.br
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Instituto Nacional de Pesquisas Ufológicas